Idosa de 103 anos tem pé amputado sem anestesia em casa

Enfermeira e famĂ­lia são investigadas após denĂșncia ao Instituto Eva

Por Lucas Almeida em 02/02/2025 às 19:17:37
Foto: Reprodução Redes Sociais

Foto: Reprodução Redes Sociais

Uma idosa de 103 anos teve o pé amputado sem anestesia em sua residĂȘncia no Distrito Federal. O procedimento, ocorrido em dezembro de 2024, foi realizado por uma enfermeira contratada pela famĂ­lia da vĂ­tima, que é cega e acamada e apresentava necrose no membro.

O caso chocante veio à tona após denĂșncia feita em janeiro de 2025 ao Instituto Eva, organização que defende mulheres e idosos vulnerĂĄveis. A denĂșncia resultou numa investigação conduzida pela Delegacia Especializada em Crimes contra Pessoas Idosas ou com DeficiĂȘncia (Decrin).

Após a amputação, a enfermeira e a famĂ­lia enfrentaram dificuldades para descartar o membro necrosado. Mensagens de WhatsApp revelam a tentativa da profissional de se desfazer do pé amputado em um hospital pĂșblico do DF, sem sucesso. Em uma das mensagens, ela menciona estar "tendo problema por causa do pé" e ri.

"Na manhã da Ășltima segunda-feira, 27, a Decrin tomou conhecimento que uma idosa de 103 anos teve seu pé amputado em casa, em razão de necrose." concluiu a PolĂ­cia Civil em nota.

A PolĂ­cia Civil, após tomar conhecimento do caso, orientou o denunciante a registrar a ocorrĂȘncia formalmente para uma anĂĄlise completa dos fatos. A investigação apura se houve negligĂȘncia ou crime no procedimento.

Apesar de haver indicação médica para amputação devido à necrose, a famĂ­lia optou por cuidados paliativos em função da idade avançada da idosa. A PolĂ­cia Civil, em nota, afirma que "consultas preliminares com um perito médico-legista mostram que os procedimentos seguiram protocolos de cuidados paliativos".

A idosa recebe assistĂȘncia médica contĂ­nua em casa desde 2023. O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) estĂĄ acompanhando o caso e condena prĂĄticas que violem os preceitos éticos e legais da enfermagem, aguardando a conclusão da investigação policial para determinar o tipo de procedimento.

A investigação da PolĂ­cia Civil segue em sigilo, incluindo a obtenção de informações técnicas, depoimentos e exames periciais. O inquérito policial apura as circunstâncias do ocorrido e definirĂĄ se houve ou não ilĂ­cito penal. A enfermeira e a famĂ­lia são os principais alvos da investigação da Decrin. O caso envolve uma idoso de 103 anos e levanta questionamentos sobre os cuidados paliativos.

*Reportagem produzida com auxĂ­lio de IA

Fonte: Revista Oeste

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