Segundo as pró-reitorias de Graduação e de Assuntos Estudantis, a implementação de cotas permitirĂĄ garantir o acesso à universidade, ampliar a diversidade e a representatividade transexual e travesti no ambiente acadĂȘmico. Entre as normas previstas, estĂĄ a reserva de 3% das vagas de graduação por curso e turno, por perĂodo letivo.
Os aprovados também deverão apresentar no ato da matrĂcula o Documento de Registro Geral (RG) com o nome social ou certidão de nascimento retificada no Cartório de Registro de Nascimento e comprovar ter concluĂdo o ensino médio em escola pĂșblica.
Os responsĂĄveis por aprovar ou reprovar a autodeclaração de pessoa trans serão indicados pela Comissão Permanente de PolĂtica Institucional pela Diversidade, GĂȘnero, Etnia/raça e Inclusão (CPID), e devem ser comprovadamente conhecedoras da temĂĄtica.
A UFRRJ também destaca que, se apurada a existĂȘncia de fraude, cancelarĂĄ a matrĂcula da(o) estudante.
O documento descreve como transexuais e travestis "aqueles/as cujas identidades de gĂȘnero divergem da organização societĂĄria binĂĄria sexual e de expressão social cis heteronormativa".
A UFFRJ poderĂĄ ser a primeira do estado do Rio de Janeiro a aprovar a reserva de vagas para pessoas trans e travestis. A instituição pretende integrar o grupo de outras 14 universidades pĂșblicas brasileiras que adotam polĂtica de ação afirmativa na graduação. São elas: UFABC (2018), UFBA (2018), UNILAB (2021), UFSB (2021), UFLA (2023), UFSC (2023), UFSM (2023), FURG (2023), UNIR (2023), UFG (2024), UNEB (2018), UEFS (2019), UEAP (2020) e UESB (2023).
O processo de discussão sobre as cotas vem desde 2021, quando foi criada a Comissão Permanente da PolĂtica Institucional pela Diversidade, GĂȘnero, Etnia/Raça e Inclusão (CPID), por meio da Deliberação NÂș 430 / 2021. Ações antissexistas, antiLGBTIfóbicos e antirracistas ocorreram com maior frequĂȘncia e envolvimento da comunidade universitĂĄria.
Em 25 de setembro de 2023, foi aprovada, junto ao Cepe, a Deliberação nÂș556/2023 de ampliação de cotas na pós-graduação, incluindo, pessoas trans, quilombolas e refugiadas.
Fonte: AgĂȘncia Brasil