UFRRJ debate sobre reserva de vagas para pessoas trans e travestis

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) tornou pĂșblico o cronograma de debates sobre reserva de vagas para pessoas trans e travestis nos cursos de graduação.

Por Lucas Almeida em 13/08/2024 às 11:11:52

A reitoria apresentou nesta segunda-feira (12) a proposta de minuta com normas para regulamentar as ações afirmativas direcionadas a esse segmento social. Poderão ser feitas sugestões para o documento, por meio de um formulĂĄrio, até o dia 31 de agosto.

Segundo as pró-reitorias de Graduação e de Assuntos Estudantis, a implementação de cotas permitirĂĄ garantir o acesso à universidade, ampliar a diversidade e a representatividade transexual e travesti no ambiente acadĂȘmico. Entre as normas previstas, estĂĄ a reserva de 3% das vagas de graduação por curso e turno, por perĂ­odo letivo.

O documento também prevĂȘ que os candidatos devem realizar provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e inscrever-se por meio de autodeclaração.

Os aprovados também deverão apresentar no ato da matrĂ­cula o Documento de Registro Geral (RG) com o nome social ou certidão de nascimento retificada no Cartório de Registro de Nascimento e comprovar ter concluĂ­do o ensino médio em escola pĂșblica.

Os responsĂĄveis por aprovar ou reprovar a autodeclaração de pessoa trans serão indicados pela Comissão Permanente de PolĂ­tica Institucional pela Diversidade, GĂȘnero, Etnia/raça e Inclusão (CPID), e devem ser comprovadamente conhecedoras da temĂĄtica.

A UFRRJ também destaca que, se apurada a existĂȘncia de fraude, cancelarĂĄ a matrĂ­cula da(o) estudante.

O documento descreve como transexuais e travestis "aqueles/as cujas identidades de gĂȘnero divergem da organização societĂĄria binĂĄria sexual e de expressão social cis heteronormativa".

A UFFRJ poderĂĄ ser a primeira do estado do Rio de Janeiro a aprovar a reserva de vagas para pessoas trans e travestis. A instituição pretende integrar o grupo de outras 14 universidades pĂșblicas brasileiras que adotam polĂ­tica de ação afirmativa na graduação. São elas: UFABC (2018), UFBA (2018), UNILAB (2021), UFSB (2021), UFLA (2023), UFSC (2023), UFSM (2023), FURG (2023), UNIR (2023), UFG (2024), UNEB (2018), UEFS (2019), UEAP (2020) e UESB (2023).

O processo de discussão sobre as cotas vem desde 2021, quando foi criada a Comissão Permanente da PolĂ­tica Institucional pela Diversidade, GĂȘnero, Etnia/Raça e Inclusão (CPID), por meio da Deliberação NÂș 430 / 2021. Ações antissexistas, antiLGBTIfóbicos e antirracistas ocorreram com maior frequĂȘncia e envolvimento da comunidade universitĂĄria.

Em 25 de setembro de 2023, foi aprovada, junto ao Cepe, a Deliberação nÂș556/2023 de ampliação de cotas na pós-graduação, incluindo, pessoas trans, quilombolas e refugiadas.

Fonte: AgĂȘncia Brasil

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